O Fantástico Cérebro Humano

Complexidade do cérebro humano

O cérebro, um dos órgãos mais complexos do corpo humano, controla nossos pensamentos, sentimentos e movimentos. A evolução levou à consolidação de diferentes tipos de cérebros nos animais, e mesmo dentro da espécie humana os cérebros diferem uns dos outros, e conforme a forma com que o utilizamos, além de nossas experiências de vida e conhecimento acumulado, desenvolvemos mais ou menos nossas funções cognitivas. É essa plasticidade que faz do cérebro um órgão único e perfeitamente adaptável a cada indivíduo.

A fragilidade e o potencial do cérebro

Praticar neurocirurgia não é o mesmo que operar um apêndice. Assim, muitos estudantes de medicina têm medo de tocar no cérebro. Entretanto, o cérebro é muito mais do que um órgão humano frágil, e tem o incrível poder de aumentar o seu potencial quase que sozinho, porém, ele também pode diminuir sua potencialidade com a mesma velocidade conforme envelhecemos.

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Plasticidade cerebral

Após a realização de ressonâncias magnéticas em taxistas de Londres ficou provado que eles possuem um hipocampo mais desenvolvido do que o das outras pessoas. O hipocampo é a parte do cérebro responsável pela memória. Os taxistas londrinos desenvolveram mais essa região porque tiveram de memorizar o mapa das ruas de Londres.

A plasticidade do cérebro resulta de diferentes fatores. Primeiramente, há o papel exercido pelos neurônios, que conseguem se organizar e criar redes neuronais. Quanto mais as pessoas os estimulam, melhora será o desenvolvimento dessas redes e mais confiáveis elas serão. Já a diminuição dos estímulos contribui para o desaparecimento dessas redes.

Experimento de Elizabeth Loftus

Em 1975, a americana Elizabeth Loftus realizou um notável experimento. Nele, um grupo de pessoas assistiu cenas sobre um acidente automobilístico, com dois carros batendo entre si ou apenas um deles colidindo contra algo.

Posteriormente, perguntou-se a esses telespectadores: “A que velocidade vinha os carros quando bateram um contra o outro?”. As pessoas disseram que os veículos estavam a cerca de 32 km/h. Esses voluntários também responderam que não haviam vidros quebrados e nenhum ferido na cena.

Em seguida, os pesquisadores fizeram uma pergunta semelhante para outro grupo de pessoas que havia assistido às mesmas cenas: “A que velocidade vinha os carros quando se estraçalharam um contra o outro”. Resposta: cerca de 112 km/h. Ao ouvir a pergunta “Tinha algum ferido na cena?”, esse grupo respondeu “sim”, e que a rua estava “repleta de vidros quebrados”. Portanto, a substituição de uma única palavra na pergunta, nesse caso “bateram” por “estraçalharam” variou e muito a recordação do incidente.

Kamila
Kamila

A Autora Sou Kamila, 33 anos, formada em Turismo e Técnico em Informática na ETEC. Conheci o mundo dos blogs em 2002. Na época os blogs eram mais para uso pessoal, quase um diário. Além de escrever, também era eu quem criava os layouts (mais conhecidos como templates) e toda a parte visual do blog, porém não achei sustentável continuar com um “diário” virtual. Sou apaixonada pelas cinco artes.

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