A agressão familiar como Reagir

Muitas pessoas são vítimas de agressão familiar. Mulheres maltratadas pelos maridos e filhos machucados pelos pais. Como sair disso? A quem pedir ajuda? Só Entre Amigas fala desse assunto e oferece suporte.

Hoje vou contar mais uma das minhas histórias.

Confesso que é muito difícil escrever sobre esse assunto, pois o que vou contar é a história de uma amiga que conheço há muito tempo. É a história da Jimena. Uma história de agressão familiar.

Conheci Jimena quando a gente tinha 2 anos. Primeiro fomos juntas à natação e depois continuamos juntas no jardim de infância e no ensino fundamental. Nós éramos muito pequenas para entender que ela era vítima de um pai machista que agredia física e psicologicamente a mulher e os quatro filhos. No ensino médio, quando eu ia na casa dela, percebia que o pai era agressivo e falava muitos palavrões. Mas um dia caiu a ficha e percebi que minha amiga tinha vivido a vida inteira assim.

Jimena morava a poucos quarteirões da minha casa. Um dia perguntei se podia ir na casa dela e ela disse que era melhor ela vir para a minha casa. Quando chegou, Jimena tinha uma mancha roxa no olho; ela disse que tinha tropeçado e batido com a cabeça na beira da cama. E eu ainda acreditei na história! Ou melhor, não queria acreditar em violência familiar. Às vezes tem coisas muito óbvias que a gente não quer ver… Depois de alguns dias minha amiga apareceu com marcas de uma surra. Como minhas suspeitas eram muito grandes, praticamente obriguei Jimena a me confessar a verdade, e ela acabou contando tudo. A violência doméstica estava ali. Que momento tão difícil para mim! Como é que eu podia ajudá-la? É claro que eu queria defendê-la da violência do pai, mas tinha coisas que só ela poderia resolver. Eu não podia tirar ela de casa, levar para um abrigo e ir falar com a mãe dela. Isso seria pura perda de tempo, porque a mulher ia justificar o que o marido tinha feito. Nunca ia admitir uma agressão familiar.

No momento mais complicado de uma situação difícil, nem sempre a gente encontra uma saída. Este assunto é muito delicado porque tem famílias muito tradicionais que aceitam a violência física e psicológica, apesar de ser uma coisa inconcebível para os nossos tempos. Mas ainda existe em muitas famílias. Aposto que você também conhece alguma história parecida. A violência doméstica destrói a família. Acho que todos nós conhecemos algum caso de agressão familiar.

Outro problema ligado à violência familiar é a bebida alcoólica – ela está presente em 95% dos casos de violência doméstica e familiar.

O que pode ser feito? Se você estiver em uma situação assim, recomendo que fale com uma pessoa de confiança, de preferência um adulto como um tio ou um professor. Eles vão ajudar com os trâmites legais, se é que você quer registrar as agressões recebidas sob as condições da lei. Fale com sua mãe (caso seu pai ou padrasto seja a pessoa violenta) e explique o que você sente. O importante é não ficar quieta e conseguir sair dessa situação rapidamente.

Se alguma amiga ou amigo são vítimas desse problema, ofereça seu apoio incondicional e ajude a resolver o problema. Ninguém deve viver em situação de violência. Muito menos na própria casa, sofrendo com a violência familiar e doméstica.

Jimena já não convive com o pai há vários anos. Agora ela mora com dois dos irmãos (o terceiro já se casou) e finalmente tem paz em casa. Infelizmente a mãe dela continua com o marido; espero que algum dia ela mude de ideia, mas duvido que isso aconteça.

Viu? Com certeza é um problema muito complicado. A saída está em não admitir que nos maltratem ou que nos diminuam. Se todos pensassem assim, a violência já teria acabado e esse artigo seria desnecessário. Tomara que um dia isso aconteça!

Kamila
Kamila

A Autora Sou Kamila, 33 anos, formada em Turismo e Técnico em Informática na ETEC. Conheci o mundo dos blogs em 2002. Na época os blogs eram mais para uso pessoal, quase um diário. Além de escrever, também era eu quem criava os layouts (mais conhecidos como templates) e toda a parte visual do blog, porém não achei sustentável continuar com um “diário” virtual. Sou apaixonada pelas cinco artes.

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