Por Vir #67 * Alavancas e Dobradiças


Olá, olá pessoal!
Todos bem?!

A bailarina Célia Gouvêa está despojada no palco. Aos 50 anos de carreira dedicada à dança, ela tem a certeza que menos é mais. E se recusa a chamar de “espetáculo” seu Alavancas e Dobradiças, e sim, chama de “peça de dança” seu mais recente trabalho, que faz duas curtas temporadas em São Paulo: em O Lugar, nos dias 27, 28 e 29/Novembro e no CCSP (Centro Cultural São Paulo) dias 11, 12 e 13/Dezembro. Confira abaixo mais informações.



Em cena, é a própria Célia que relata, em tom confessional, com palavras, gestos e passos, sua trajetória e lembranças e lança a pergunta: O que é a dança para você?. E segue além ao questionar a proliferação atual dos relatos pessoais cênicos ao mesmo tempo em que promove um. Em Alavancas e Dobradiças, a artista lança reflexões e apresenta trechos de coreografias de décadas passadas, como C-E-C-I-L-I-A (2001), Assim Seja? (1984), Expediente (1980), Festarola (1988), Romance de Dona Mariana (1989) e Parasha (1998). Aos extratos, conta momentos pessoais que viveu quando da criação e circulação das obras e cita filósofos, mestres e parceiros de cena, tudo ao som do 2º movimento do concerto para violino e orquestra de Philip Glass.

Por que o nome Alavancas e Dobradiças? Célia responde que os dois termos apresentam definições como potência e resistência, que juntas geram energia, fator necessário para as mudanças. A bailarina tem a certeza que o passar dos anos propicia deixar de lado o que é supérfluo, e ficar com o que importa. E na obra que apresenta agora, Célia se sente à vontade para citar os filósofos, mestres e parceiras de cena que nortearam, de alguma forma, a construção dessa peça de dança.

No palco nu, Célia tem um elemento visual que a impulsiona: o arame, escolhido por ser uma matéria maleável, simples, que pode adquirir diferentes formas, envolve, mas também pode ser imprevisível, como a areia que se move para qualquer lado, sem obedecer restrições. Assim ela se sente nesse momento, apta a ir para qualquer lado, sem receio de nada.

Ficha Técnica
Coreografia e Interpretação: Célia Gouvêa
Produção: Ação Cênica
Assistente de Produção e Iluminador: Rafael Petri

Serviço
Local: Espaço Cênico O Lugar – Sala Norte
Temporada: 27, 28 e 29/Novembro/2015
Horário: Sexta às 21h, Sábado e Domingo às 20h30
Endereço: Rua Augusta, 325 – Consolação / SP
Duração: 50 minutos 
Classificação: livre
Capacidade: 60 lugares
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia: estudantes, classe artística e terceira idade)

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Anexo
Temporada: 11, 12 e 13/Dezembro/2015
Horário: Sexta e Sábado às 21h e Domingo às 20h
Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso / SP
Capacidade: 70 lugares
Ingressos: Grátis (Retirar com 1h de antecedência na bilheteria)



Até a Próxima!!!
Beijos!!!




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