Hint Movie #67 *O Duplo

27.2.15


Olá, olá pessoal!
Todos bem?
Hoje trago a minha opinião sobre o filme O Duplo, lançamento da Europa Filmes e Mares Filmes, que nos traz um aspecto peculiar sobre o indivíduo. Agradeço as distribuidoras pela oportunidade de participar da cabine, onde tive a oportunidade de abrir um pouco mais meus horizontes sobre a indústria cinematográfica.



Ficha Técnica
Título Original: The Double
Lançamento: 26/Fevereiro/2015
Direção: Richard Ayoade
Roteiro: Richard Ayoade, Fyodor Dostoevsky e Avi Korine
Produção: Lydia Ayoade, Amina Dasmal e Robin C. Fox 
Duração: 93 min
Gênero: Drama / Thriller
Estúdio: Air-Edel Recording Studios / Alcove Entertainment / Attercop Productions / British Film Institute / Film4
Distribuidora: Europa Filmes / Mares Filmes
Música: Andrew Hewitt
Edição: Chris Dickens e Nick Fenton
Elenco: Jesse Eisenberg, Mia Wasikowska, Wallace Shawn, Yasmin Paige, Noah Taylor, James Fox, Phyllis Somerville entre outros.

Sinopse: Baseado no romance do escritor russo Fiódor Dostoiévski, O DUPLO, de Richard Ayoade, conta a história de Simon, um jovem e neurótico rapaz, que certo dia, tem um grande choque ao se deparar com seu novo colega de trabalho, um sujeito com a mesma aparência física que a sua, porém, personalidade exatamente oposta, chamado James. Além de aguentar as humilhações constantes de seu chefe, agora, Simon descobre que seu sósia ocupa seu cargo pouco importante na empresa e tem que lidar com esse novo colega, que é tudo que ele não é: confiante, charmoso, bem sucedido e superficial.

Trailer


Opinião: Simon é um jovem que trabalha há sete anos na mesma empresa, porém não é um funcionário muito notado. Ele está prestes a entregar um relatório a seu chefe que poderia mudar essa visão e melhorar as coisas na produção do serviço. Ele mora sozinho, numa vizinhança onde o índice de suicídio está aumentando, e a garota por quem está apaixonado vive no prédio em frente ao seu. Sua mãe vive em uma casa de repouso que tem sua segurança e tratamentos questionáveis. Simon é muito tímido, não consegue impor-se para ninguém, nem ao menos uma simples garçonete. Além de ter uma relação difícil com sua mãe que mal o reconhece.

Na primeira cena do filme, Simon está no metrô, vazio, quando alguém questiona o assento onde está. Ao tentar sair do vagão, quase não consegue, pois alguns homens estão colocando carga para dentro e ele não consegue sair ou pedir licença e também nem tenta trocar de porta. Ao conseguir sair, sua maleta fica presa na porta com todos seus documentos. Logo de início percebe-se claramente a dificuldade do personagem em se expor e agir da maneira que deseja.

No trabalho, apesar de passar despercebido, ele faz seu papel corretamente. Para tentar chamar a atenção de Hannah (uma jovem loira e bonita), finge precisar de uma cópia de um relatório. Ela o acha esquisito e parece ser a única a realmente notar que ele existe. Enquanto que o segurança da companhia barra-o todos os dias insistindo em não conhecê-lo, e também por seu crachá não funcionar mais no sistema.

Até que em um certo dia, um novo funcionário aparece, James (o nome do primeiro personagem é Simon James, enquanto que o segundo é James Simon). O único a perceber a similaridade da aparência é o próprio Simon, que no início entra em choque com a situação. James, é completamente diferente do primeiro. É bem confiante, consegue tudo o que quer e é intimamente maldoso. No começo ele usa Simon para conseguir mais status na empresa, ao tempo que finge ajudá-lo a conseguir conquistar Hannah. A partir daí, Simon entra conflito com ele mesmo e descobre que sua ligação com James é mais profunda do que imagina.

O filme tem todo aquele ar sinistro, curioso, com uma ponta de humor sarcástico e com uma trilha bem produzida. A atuação de Eisenberg é muito bem feita em relação ao Simon. Conseguimos perceber nitidamente a dificuldade que ele tem em ser ele mesmo ou algo mais. Já como James, sua atuação chegou em 80, 90%. Todo o ar sinistro do longa leva o espectador à dúvida de que se tudo aquilo é realmente verdade ou uma invenção da cabeça de Simon.

Ainda sim, algumas cenas conseguem tirar o riso de quem assiste e deixa um final para refletir. Todos nós temos nosso lugar no mundo, mas será que não deixamos com que certas situações nos façam recuar de nossas verdadeiras atitudes?! 


Até a Próxima!!
Beijos!!




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1 comentários

  1. Todos os livros de Dostoiévski deveriam virar filmes. Vou gostar de ver a atuação de Jesse Einsenberg, um ator super carismático!

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