Hint Book #66 *Cilada

4.9.13

Olá, leitores!

Esta semana vou dar uma pequena pausa na sequência de resenhas dos livros da Série Hush, Hush. Mas, não se preocupem! Logo, logo trago a resenha de Silêncio para vocês. Aos amantes de thrillers, preparem – se, pois a resenha de hoje é de um dos melhores (para não dizer o melhor) livros policiais da atualidade: Cilada, um dos diversos thrillers publicados pelo renomado autor americano Harlan Coben - conhecido no mundo todo pela sua capacidade e perspicácia em prender o leitor do inicio ao fim com suas histórias surpreendentes. Bom, sem mais delongas, vamos à resenha!

Ficha Técnica
Título Original: Caught
Autora: Harlan Coben
Editora: Sextante
Páginas: 272
Gênero: Ficção/Policial
ISBN: 9788599296936
Skoob.
Goodreads.
Primeiro Capítulo.

Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.


Opinião: Harlan Coben, vulgo ''o mestre das noites em claro'', é o primeiro autor a vencer os três prêmios mais prestigiados da literatura policial nos Estados Unidos, o Edgar Award, o Shamus Award e o Anthony Award. Todos os seus livros já tiveram presença carimbada nos principais veículos de comunicação do mundo, como o The New York Times. Sendo assim, imaginem qual o rumo que esta resenha tomará?!

Coben - ovacionado pela crítica mundial - é um sábio na arte do suspense e da ficção policial e, como não poderia ser diferente, Cilada, é um thriller completo, cheio de reviravoltas, com uma narrativa concisa e uma trama envolvente. Logo no inicio, é possível notar uma das qualidades mais sublimes do autor, que é a sua capacidade de moldar e modificar uma trama quase, veja bem, QUASE fechada. Sem contar, a sua criatividade infinita de criar situações diversas e, até então, inimagináveis para o leitor mais crente. Ele oferece-nos uma sinopse aparentemente simples, porém, nada é o que parece e tudo pode ser desfeito na última página, literalmente.

A trama de Cilada é construída em cima de duas estruturas básicas: Wendy Tynes e sua emboscada ao suposto pedófilo Dan Mercer e, paralelamente, o desaparecimento da jovem Haley McWaid. A racional Wendy Tynes, é uma repórter que comanda um programa de TV sensacionalista que desmascara e leva a juízo supostos pedófilos. Depois de uma denúncia anônima, ela conhece Dan Mercer, o suposto pedófilo, que será pego em uma emboscada logo no início do livro. Segundo as denúncias e os próprios fatos, Dan tentou ter relações sexuais com uma garota de 13 anos. Wendy, na sua posição de repórter justiceira, arma uma emboscada para ele e o desmascara em frente às câmeras para o mundo todo. A partir deste dia, Wendy, Dan e, posteriormente, os outros envolvidos enfrentarão o ódio, a culpa e a dor do luto. A dúvida de ter acusado um homem inocente atormenta Wendy o tempo todo. E, na tentativa de descobrir a verdade, ela encontra algo ainda pior.

Ao contrário do que possa parecer, Dan Mercer não é o protagonista, ele é apenas a alavanca que desencadeia diversos acontecimentos. Wendy Tynes faz o papel de protagonista e é a responsável por desvendar todos os mistérios que circundam a vida de Dan e, mais para frente, de Haley McWaid. O autor criou uma protagonista fantástica. Sim! Fantástica! Difícil eu me simpatizar por protagonistas femininas, mesmo sendo uma narrativa em terceira pessoa. Wendy tem um passado sofrido, porém é uma mulher forte. O seu equilíbrio é admirável, e isso reflete de uma forma incrível no desenrolar da trama.

A narrativa em terceira pessoa é tão bem construída que se torna palpável e é completamente possível criar imagens mentais a partir da descrição do espaço e das cenas. Coben, na função de narrador - onisciente, cumpre o seu papel de maneira louvável, descrevendo sentimentos e pensamentos das personagens com uma afinidade impressionante.

Mais do que pelo enredo, Harlan Coben ganha a confiança de milhares de leitores e da própria crítica, pela estrutura da sua narração. Em Cilada, ele usou técnicas fundamentais para a criação de uma respeitável narrativa policial: os capítulos são curtos e enumerados, a apresentação das personagens acontece de forma gradativa - causando curiosidade no leitor -, o número de diálogos é consideravelmente maior e, o principal, a qualidade da narrativa é mantida até o final do livro, ou seja, aquela típica oscilação que vemos em diversos livros (começo ruim/final ótimo) não existe.

Seria muita simplicidade classificar Cilada como um livro de cunho ficcional e policial. Coben aborda diversos assuntos delicados, como a pedofilia, a traição, a vingança, o ódio, a injustiça, a bondade, os erros, a redenção e a capacidade do perdão. Estes assuntos, não fazem parte apenas da estória contada pelas personagens. Ou seja, as entrelinhas são repletas de mensagens que mostram o quão complexo e, ao mesmo tempo, simplório é o ser humano e as suas atitudes autodestrutivas. Um simples mal entendido e, até mesmo, a confiança absoluta nos ''fatos'', podem trazer consequências inimagináveis ao acusado e ao acusador. 

A diagramação do livro é impecável. A capa nacional gera algumas dúvidas com relação ao seu significado diante de todo o contexto do livro: uma criança de sapatilhas é disposta na imagem, simbolizando, talvez, o histórico de pedofilia presente no livro, a luta pela inocência ou a personagem Haley McWaid, enfim, não consigo encontrar um único propósito para a capa. O tamanho e a fonte da letra são perfeitos e encontrei um único erro de revisão – quase me passou batido. A Editora Sextante está de parabéns pela qualidade das folhas (amareladas) e do livro no geral.

Em suma, os elementos surpresas da estória são distribuídos de maneira quase imperceptível, quando menos se espera, Coben revela algo importantíssimo que você tanto gostaria de saber. O enredo é um verdadeiro novelo de lã, completamente embaraçado, mas, felizmente, é desembaraçado no decorrer dos fatos de forma limpa e sem brechas. Cilada é um dos livros mais recomendados para os amantes de thrillers, e, claro, ''o mestre das noites em claro'' já entrou para a história da literatura moderna.

Então, já leram Cilada ou algum livro do Harlan Coben? Não?! Leiam , leiam! Coben é fantástico!

Até as próximas resenhas, leitores!


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