Entrevistando #5 *Leila Rego

9.2.11

Olá pessoal!
Como estão?! Espero que bem ...
Por aqui está chovendo, não aquela chuva demasiadamente abundante ... mas uma chuvinha chata (rs).
Desculpe a demora para postar hoje ... mas é que estava montando o banner do Desafio que logo logo estará no ar ... tbm estava montando e conferindo o caça palavras, então imagina né hehe.
Bom ... hoje, sem enrolações vamos a mais uma entrevista que tenho muito prazer e felicidade de trazer para vocês ... 


LEILA REGO: nasceu em junho de 74, em Cafelândia, Paraná. Aos quatro anos mudou-se com a família para Alta Floresta, Mato Grosso, onde não havia sequer energia elétrica.  Sem televisão, “no meio do nada”, sua infância foi regada de histórias, livros e brincadeiras com os dois irmãos mais velhos. Os primeiros anos de estudo foram numa escola rural da região, na qual a inesquecível professora Gorette dava aula, numa mesma sala, para alunos de séries diferentes. O desejo de viajar e conhecer outras culturas foi determinante para que, anos mais tarde, optasse pela faculdade de Turismo – cursada em Foz do Iguaçu, Paraná. Entretanto, sua mudança para São Paulo, em 2000, abriu oportunidades em empresas privadas, onde trabalhou por diversos anos na área de Recursos Humanos. Em 2009, publicou seu livro de estreia, “Pobre Não Tem Sorte”, e em 2010, lançou “Pobre Não Tem Sorte 2 – Alguma Coisa Acontece No Meu Coração“. Atualmente mora em Vinhedo, interior de São Paulo, com seu marido e dois filhos.



*Quem é Leila Rego?
Sou uma pessoa comum. Nem tão complicada, nem tão perfeitinha. Sou mãe, esposa, amiga, escritora, alguém que procura estar em harmonia interna, com as pessoas e com o universo.  Sou uma pessoa feliz por ter descoberto na escrita, mais do que uma fonte de renda, uma atividade que me proporciona muito prazer e que faço com todo o amor.

*Como e pq você começou a escrever?
Apesar de gostar muito de escrever (na adolescência fazia diários, participava de jornais dos colégios, adorava redação, etc.), eu nunca desejei, ou imaginei, ser escritora. Comecei a escrever há uns 05 anos atrás para sair um pouco da rotina cansativa que vivia em São Paulo. Escrevia pequenas histórias, contos infantis para meu filho, mas como forma de relaxamento. Era uma terapia que me fazia muito bem. Um dia percebi que eu realmente gostava daquilo e comecei a levar o então “hobby” mais a sério.  Quando tive a Luiza, minha segunda filha, decidi que pararia de trabalhar, pois os pediatras mais conservadores (dentre eles o meu sogro) defende que a criança que pode ficar com a mãe até os 3 anos de idade, não deve ser levada à creche ou a escolinha antes disso.   Concordamos com essa linha e então comecei a efetivamente ter mais tempo para escrever.  Quanto mais eu escrevia mais me motivava, e quanto mais eu me motivava mais eu escrevia.  Agora, como você pode observar nessa resposta sem fim, não consigo mais parar de escrever. 

*De onde vem sua inspiração para escrever?
Às vezes é um sussurro no meio da noite. Algo que passa na minha cabeça que me faz levantar e escrever em um bloquinho ao lado da cama para não me esquecer de manhã. Também com músicas, filmes, conversas, histórias, um dia azul, uma tempestade, etc. 

*Você acha que a literatura hoje é mais valorizada no Brasil entre os jovens? Pq?
Acho que a literatura no Brasil ainda é muito desvalorizada, seja esta nacional ou não. Há um estudo feito em 2009 pelo Instituto Pró-Livro que aponta que o brasileiro lê em média 1,3 livros por ano. Estamos atrás de países como a Colômbia, onde a média é de 2,4 livros ao ano. Na França esse número sobe para 7 livros ao ano e nos EUA 11! Além de lermos pouco, lemos mais obras estrangeiras traduzidas do que as nacionais.   Isso traz dois problemas muito nocivos para a literatura brasileira a meu ver.  Primeiramente, pela grande escala de vendas, as editoras que “importam” as obras estrangeiras, conseguem fazê-las competir em igualdade de condições com as brasileiras no que tange a preço (às vezes até mais baratas do que as obras brasileiras).  Do outro lado, nós, escritores brasileiros, sofremos com o baixíssimo valor de repasse proposto pelas livrarias (razão pela qual eu faço a minha produção independente até hoje).  Há muitos fatores a serem estudados, que vão da falta de incentivo desde a escola, o baixo nível de patriotismo dos brasileiros (também, com esses políticos não é?!) e a falta de incentivo dos órgãos competentes. Daria um bom livro hein!  =]

*O que você acha desse "boom" de Blogs Literários?!
A internet é um excelente canal de divulgação e eu sou muito grata aos blogs literários que divulgaram meu primeiro livro através de resenhas.  Sou tão grata que meu segundo livro, PNTS2, é dedicado aos blogueiros e os nomes das personagens são de blogueiros que resenharam meu livro.   

*Quais livros você já escreveu?
Que foram oficialmente publicados eu tenho Pobre Não Tem Sorte e Pobre Não Tem Sorte 2 – alguma coisa acontece no meu coração.  Estou no meio da minha 3ª obra que publicarei até metade de 2011 (sem nome ainda, mas certamente não será PNTS3 apesar da insistência de algumas seguidoras – risos).  Há algumas obras que escrevi no passado que penso em publicar mais para frente, talvez em uma coletânea de histórias, pois são mais curtas.

*Quem faz as capas de seus livros?
As capas de Pobre Não Tem Sorte e do Pobre Não Tem Sorte 2 foram inicialmente desenhadas pela capista de editora que imprime meus livros.  A capa da segunda edição de Pobre Não Tem Sorte foi remodelada pela Priscila Braga.

*Para a história de PNTS, quais foram suas inspirações? Você se baseou em algo ou alguém?
A personagem principal, Mariana, é uma mistura de muita gente que conheci, convivi ou vi ao longo dos anos. Não me baseei em ninguém especificamente.
Observando essas pessoas, percebi o quanto elas dão valor a marcas, status e condição financeira. E esse fato sempre me incomodou de alguma forma. Sei que a culpa é desse mundo capitalista de hoje que nos “escraviza” desde cedo.  Afinal, antes de sermos leais, honestos, bons e educados temos que ser lindos, magros e descolados. Cansada dessa realidade, achei que seria bacana falar desse assunto e levar as pessoas a refletir.

*Que tipo de livros você gosta de ler?
Eu adoro chick-lit. É o meu estilo preferido. Leio também biografias, romances e literatura fantástica.

*E filmes? O que você curte assistir?
Adoro os famosos “água com açúcar”, para desespero de meu marido. Aqueles romances que te fazem chorar, rir, se emocionar de uma forma geral. =) Gosto também de suspense e ficção. Já os filmes de terror não tem vez lá em casa.

*Como é sua relação com as suas leitoras?
Procuro ser acessível sempre. Leio e respondo todos os e-mails, as mensagens no twitter, Orkut e Facebook.  Gosto e acho importante ter esse contato para saber o que os leitores estão pensando sobre literatura de uma forma geral e, também, sobre meus livros.

*Como se envolveu e como é participar do Projeto Novas Letras?
O Novas Letras nasceu no Twitter. Estávamos trocando figurinhas sobre literatura e surgiu a idéia de fundarmos um grupo.  O grupo é formado por 7 escritores com estilo diferentes. Somos bem heterogêneos mas bastante unidos. Nossos eventos têm formato de bate-papo. Adoro fazer parte do Novas Letras. Esse ano faremos muitos eventos e estaremos em várias feiras e bienais. Aguardem. E compareçam!

*Qual sua formação?
Sou bacharel em Turismo. Trabalhei e me especializei na área de Recursos Humanos e hoje sou escritora.

*Você tem outra profissão atual além de escrever?
Várias. Mãe, esposa, administradora (não basta escrever, temos que administrar a nossa empresa), amiga, leitora, etc. Mas que me remunere, ainda que pouco financeiramente, só escritora mesmo.

*Uma mania?
Tomar cappuccino todos os dias.

*Lugar preferido?
Minha casa. No escritório, escrevendo. Ou na varanda do meu quarto vendo as estrelas nessas noites quentes de verão. =D

*Estilo de Música?
Sertaneja, Pop, New Age e clássica. Não curto Pagode, nem Axé e fujo de Funk

*Como sua família enxerga seu lado escritora?
Graças a Deus tenho uma família unida e que me suporta em meus projetos e decisões. Não é uma tarefa fácil virar escritora em tempo “integral” sem o apoio deles. Realmente me motivam e dão força para seguir adiante.

*O que você aconselharia para os futuros escritores?
Tudo que fazemos tem que ser feito por e com amor (sei o quanto isso é difícil). Escrevam por amor, ou não o façam. Cheguem com tudo, não desistam na primeira dificuldade ou no primeiro não de uma editora.   Não abandonem seus sonhos. O dinheiro é conseqüência. Vocês podem, confiem.  “Qualquer coisa que você faça na sua vida será insignificante. Mas é muito importante que você o faça, pois ninguém mais o fará” (Ghandi).

*Um recado para os fãs?
Obrigada sempre por lerem meus livros. Escrever e perceber o bem que trago aos outros é uma realização maravilhosa. Continuem apoiando os autores nacionais e me enviando notícias ao acabar de ler minhas obras. Gosto muito de “escutar” o que vocês dizem. Um beijo no coração!



Muito fofa a Leila, né gente?! Quero agradecê-la por te disponibilizado um tempinho seu para nos responder e dizer que estou muito feliz pela entrevista :) Seja sempre bem vinda ao Blog, viu!! Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler os livros da Leila ... mas logo logo pretendo comprá-los :) Aguardem!!
Então é isso! Espero que tenham gostado!
E pra vocês que já leram os livros da Leila, deixem seus comentários!!

Super Beijo!
Até mais!!


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